This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

On Brazilian soil, musical culture is extremely strong. Not only because of its own sounds, which are very characteristic (to the point of creating and establishing its own identity compared to other types of music throughout the rest of the world), but also because of its socio-political-cultural aspect that ends up affecting (directly or indirectly in more general context) to people's lives across different types of society throughout all these decades.
Thinking about an integration proposed by the music scene here in Brazil is thinking, for example, about Samba in the middle of Carnival (which is a craze in practically the entire country), or Forró in the middle of the São João festivities (the famous June festivals) which are a traditionally northeastern characteristic). These are just two examples, but they can clearly say what I mean: Brazil is marked by music in practically everything you can imagine.
Specifically speaking, each region has its own musical styles and behaviors. All of this ends up having some kind of impact (whether within the country's own region as a whole), and all historical records over time can easily prove this. Obviously, the music scene is no longer the same, but there is a historical and traditional essence that has been spread over the years, marking the history of a society.
There is no place in this text for artistic comparisons about quality (because this can be seen as something “relative” if aspects considered as “technical” are left aside), but the fact is that Brazil is a “musical breadbasket” of the highest quality. Particularly speaking, I don't think that this current generation of musicians lives up to the musical quality that we have (but that is there in the past), but it is a reflection of what current society defines as success.
One way or another, we are an extremely musical country and we are marked by this. There is no way to think about Brazil and not think about music, especially when events of great magnitude happen. Whether they are the door to feeding predatory capitalism (represented by production companies and television, for example) or their endless opportunities for social transformation, everything is fed by music that echoes our identity.
Brasil, un país que respira (y exhala) música.
En suelo brasileño, la cultura musical es sumamente fuerte. No sólo por sus propios sonidos, que son muy característicos (hasta el punto de crear y establecer una identidad propia frente a otros tipos de música en el resto del mundo), sino también por su aspecto socio-político-cultural que termina afectando (directa o indirectamente en un contexto más general) a la vida de las personas en diferentes tipos de sociedad a lo largo de todas estas décadas.
Pensar en una integración que propone la escena musical aquí en Brasil es pensar, por ejemplo, en la Samba en pleno Carnaval (que está de moda en prácticamente todo el país), o en el Forró en plena fiesta de São João (la famosa fiestas de junio), que son una característica tradicional del noreste). Estos son sólo dos ejemplos, pero pueden decir claramente lo que quiero decir: Brasil está marcado por la música prácticamente en todo lo que puedas imaginar.
En concreto, cada región tiene sus propios estilos y comportamientos musicales. Todo esto termina teniendo algún tipo de impacto (ya sea dentro de la propia región del país en su conjunto), y todos los registros históricos a lo largo del tiempo pueden probarlo fácilmente. Evidentemente, el panorama musical ya no es el mismo, pero hay una esencia histórica y tradicional que se ha ido contagiando a lo largo de los años, marcando la historia de una sociedad.
No hay lugar en este texto para comparaciones artísticas sobre la calidad (porque esto puede verse como algo “relativo” si se dejan de lado aspectos considerados como “técnicos”), pero lo cierto es que Brasil es un “granero musical” del más alto nível de calidad. Particularmente, no creo que esta generación actual de músicos esté a la altura de la calidad musical que tenemos (pero eso está en el pasado), pero es un reflejo de lo que la sociedad actual define como éxito.
De una forma u otra somos un país extremadamente musical y eso nos marca. No hay manera de pensar en Brasil y no pensar en la música, especialmente cuando suceden acontecimientos de gran magnitud. Ya sean la puerta a la alimentación del capitalismo depredador (representado por las productoras y la televisión, por ejemplo) o sus infinitas oportunidades de transformación social, todo se alimenta de una música que hace eco de nuestra identidad.
Brasil, um país que respira (e exala) música.
Em solo brasileiro, a cultura musical é algo extremamente forte. Não apenas pelas suas próprias sonoridades que são muito características (a ponto de criar e estabelecer uma identidade própria perante aos outros tipos de músicas pelo restante do mundo), mas também pelo seu aspecto sócio-político-cultural que acaba afetando (direta ou indiretamente em contexto mais gerais) à vida das pessoas através de diferentes tipos de sociedade ao longo de todas essas décadas.
Pensar em uma integração proposta pelo cenário musical aqui no Brasil é pensar, por exemplo, no Samba em meio ao Carnaval (que é uma febre em praticamente todo o país), ou no Forró em meio as festas de São João (as famosas festas juninas que são uma característica tradicionalmente nordestina). Estes são apenas dois exemplos, mas que conseguem dizer claramente o que eu estou querendo dizer: o Brasil é marcado pela música em praticamente tudo o que imaginar.
Especificamente falando, cada região tem seus próprios estilos e comportamentos musicais. Tudo isso acaba trazendo algum tipo de impacto (seja dentro da própria região do próprio país como um todo), e todos os registros históricos ao longo do tempo podem facilmente comprovar isso. Obviamente que o cenário musical já não é mais o mesmo, mas há uma essência histórica e tradicional que vai sendo espalhada ao longo dos anos, marcando a história de uma sociedade.
Não cabe nesse texto comparações artísticas sobre qualidade (até porque isso pode ser encarado como algo “relativo” se forem deixado de lados os aspectos considerados como “técnicos”), mas o fato é que o Brasil é um “celeiro musical” de altíssima qualidade. Particularmente falando, eu não acho que essa geração de músicos atuais faz jus a qualidade musical que nós temos (mas que está lá no passado), mas é um reflexo do que a sociedade atual define como sucesso.
De uma forma ou de outra, nós somos um país extremamente musical e somos marcados por isso. Não há como pensar no Brasil e não pensar sobre música, especialmente quando eventos de grandes magnitudes acontecem. Sejam eles a porta para alimentar o capitalismo predatório (representados pelas produtoras e pela televisão, por exemplo) ou pelas suas infindáveis oportunidades de transformações sociais, tudo é alimentado pela música que ecoa à nossa identidade.
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