This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

I know many people might think the question that serves as the title of this post is somewhat nonsense (and perhaps, depending on their point of view, that even makes a certain amount of sense). However, when I think about the divide between consumers and appreciators, that question becomes even more relevant. Basically, because everyone on the side of the appreciators is, first and foremost, a consumer... On the opposite side, the reverse path does not follow the same logic.
Appreciators need to consume movies in order to make effective use of the product with the aim of gaining something beyond pure entertainment itself. Consumers, on the other hand, simply consume that same product, prioritising only a way of finding audiovisual entertainment within a more dynamic and, at times, didactic linguistic approach (which may or may not be verbal), thus avoiding any “obligation” to think about what is on the screen.
By this point in the text, if you have read and understood what I meant, you probably no longer believe that the question serving as this post's title is somewhat nonsensical (or so I hope). Even so, if you still think the same way, then you certainly need to reconsider a few concepts. In any case, the question remains the central focus of this text, because it is what defines the future of cinema as we know it.
Fortunately, cinema remains alive and meaningful (as an artistic essence, and not merely as pure entertainment) because appreciators outnumber consumers. Even though money speaks louder at times... Behind the scenes of this universe, it is the appreciators who set the rules. Money determines numerical matters, but it is the emotional aspect - which encompasses the entire process of appreciation - that determines the permanence of what truly matters.
The two sides are opposites, but they belong to the same coin. Appreciators and consumers watch movies through different lenses, and neither of them is entirely right (or entirely wrong). However, if we're looking for an urgent “sign” of continued relevance within the Seventh Art, it's far better for appreciators to outnumber consumers. The first group asserts itself over what it wants to watch. The second group simply surrenders to trends. It's like double standards.
¿Cómo ves películas?
Sé que muchas personas pueden considerar que la pregunta que sirve como título de esta publicación es algo un poco nonsense (y quizá, dependiendo del punto de vista de cada una de ellas, eso incluso tenga algo de sentido). Sin embargo, cuando pienso en la división entre consumidores y apreciadores, esa pregunta se vuelve aún más relevante. Básicamente, porque todos los que están del lado de los apreciadores son, antes que nada, consumidores... En el lado opuesto, el camino inverso no sigue esa misma lógica.
Los apreciadores necesitan consumir las películas para hacer un uso efectivo del producto con el objetivo de obtener algo más allá del puro entretenimiento en sí. Los consumidores, por otro lado, simplemente consumen ese mismo producto priorizando únicamente una forma de encontrar entretenimiento audiovisual dentro de un enfoque lingüístico (que puede ser verbal o no) más dinámico y, en ocasiones, didáctico (evitando así que exista una “obligación” de pensar sobre lo que aparece en la pantalla).
Muy probablemente, a estas alturas del texto, si has leído y entendido bien lo que quise decir, ya no deberías creer que la pregunta que sirve como título de esta publicación es algo un poco absurda (eso espero). Sin embargo, si aun así sigues pensando de la misma manera, sin duda es necesario que replantees algunos conceptos. De cualquier modo, la pregunta sigue siendo el eje central de este texto, porque es ella la que define el futuro del cine tal como lo conocemos.
Afortunadamente, el cine sigue vivo y siendo significativo (como esencia artística, y no solo como mero entretenimiento) porque los apreciadores son más numerosos que los consumidores. Aunque el dinero hable más fuerte en algunos momentos... Entre bastidores de este universo, quienes dictan las reglas son los apreciadores. El dinero define cuestiones numéricas, pero es la parte emocional - que involucra todo el proceso de apreciación - la que determina la permanencia de lo que realmente importa.
Ambos lados son opuestos, pero pertenecen a la misma moneda. Los apreciadores y los consumidores ven películas con miradas distintas, y ninguno de ellos tiene completamente la razón (ni está completamente equivocado). Sin embargo, si buscamos una “señal” urgente de mantenimiento de la relevancia dentro del Séptimo Arte, es mucho mejor que existan más apreciadores que consumidores. El primer grupo se impone sobre lo que quiere ver. El segundo grupo simplemente se rinde ante las tendencias. Es como un doble rasero.
Como você assiste filmes?
Eu sei que muitas pessoas podem achar a pergunta que funciona como título desse post algo meio nonsense (e talvez, dependendo do ponto de cada uma delas, isso até faça um pouco de sentido). No entanto, quando eu penso na divisão entre consumidores e apreciadores, essa pergunta se torna ainda mais relevante. Basicamente, porque todos que estão do lado dos apreciadores são antes de tudo consumidores... Do outro oposto, o caminho reverso não segue essa lógica.
Apreciadores precisam consumir os filmes para fazer uso efetivo do produto com o objetivo de obter algo além do puro entretenimento em si. Consumidores, por outro lado, apenas consomem esse mesmo produto priorizando apenas uma maneira de encontrar o entretenimento audiovisual dentro de uma abordagem linguística (que pode ou não ser verbal) mais dinâmica e, por vezes, didática (evitando assim, que haja uma “obrigação” de pensar sobre o que está ali na tela).
Muito provavelmente a esta altura do texto, se você leu e entendeu bem o que eu quis dizer, já não deve mais acreditar que a pergunta que funciona como título desse posto é algo meio sem noção (assim espero). No entanto, se ainda sim continua a pensar da mesma maneira, certamente é preciso que você repense alguns conceitos. De qualquer maneira, a pergunta ainda é a fonte central deste texto, porque é ela quem define o futuro do cinema como nós o conhecemos.
Felizmente, o cinema segue vivo e significativo (enquanto essência artística, e não apenas como entretenimento puro) porque os apreciadores são maiores que os consumidores. Ainda que o dinheiro fale mais alto em alguns momentos... Nos bastidores desse universo, quem dita as regras são os apreciadores. O dinheiro define questões numéricas, mas é a parte emocional - que envolve todo o processo de apreciação - que define a permanência do que realmente importa.
Os lados são opostos, mas pertencem a mesma moeda. Os apreciadores e consumidores assistem filmes com olhares distintos, e nenhum deles está totalmente certo (ou totalmente errado). No entanto, buscando por um “sinal” urgente manutenção de relevância dentro da Sétima Arte, é muito melhor que existam apreciadores em maior número do que os consumidores. O primeiro grupo se impõe sobre o que quer assistir. O segundo grupo apenas se rende a tendências. Dois pesos. Duas medidas.
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