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The bitter “mission” of recommending movies.

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This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

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The Conversation

I love cinema, and watching movies is one of the things that I - naturally - like doing the most. Keeping up with news about this industry is another thing I also really enjoy doing, as is writing my own stories (albeit sporadically). So, in the eyes of some people, it is expected that I can make recommendations on this subject. For some time, I even liked doing this (and did so with great pleasure), but eventually, I started losing the desire to.

Basically, because recommending movies is a task that, most of the time is very “bittersweet” (or even quite “bitter”, so to speak). It took me a while to understand that trying to “filter” people's minds regarding this, is a huge waste of time, because in every head, a world that is almost completely different from mine works; once I understood this, everything changed. As a consequence of this, it has been quite some time since I have avoided recommending movies.

At least recommendations in the real world (face to face), because in the digital realm, everything becomes easier. On the other hand, it is still a task that is also bittersweet or bitter due to the lack of physical presence, because complaints about a different interpretation of the facts can also directly affect any recommendation that is given, after all the points of view are naturally different. On both sides, the problem is how people report on all of this.

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Adobe Stock

Certainly, for some time, I ended up “absorbing” their criticisms because of a frustration that was theirs (and not mine). This made me start to “turn” a mental key that gradually distanced me from this “craft”. It didn’t take me long to understand that the problem was with others, and I decided that continuing to do this would be a “restrictive mission”. Any kind of art is subjective, and cinema would be no different... Therefore, recommending movies becomes a very meticulous task.

In a “simple and direct” way, I came to the conclusion that I no longer like doing this as I used to because many people simply took out their cinematic frustrations on the very person who recommended them (and in this case, that is me). Especially when they spent money watching a movie recommended by me, and thought it was a “waste of time” because they did not understand the movie's premise (or even the movie itself). A “predictable” scenario.

However, I could not always predict this scenario, because what I really prioritized was the quality of what I watched without taking into consideration (at least not directly) the personal choices of those who were asking me for recommendations. It is interesting to notice how we change our minds about some actions based on how we behave in relation to the demands “imposed” by other people. Anyway... This was just another “daydream”.


La amarga “misión” de indicar películas.

Me encanta el cine, y ver películas es una de las cosas que yo - naturalmente - más disfruto hacer. Seguir las noticias sobre esta industria es otra cosa que también me gusta mucho hacer, al igual que escribir mis propias historias (aunque sea de manera esporádica). Por lo tanto, a los ojos de algunas personas, es de esperar que pueda hacer recomendaciones sobre este tema. Durante algún tempo, incluso me gustaba hacer esto (y lo hacía con mucho gusto), pero eventualmente, fui perdiendo las ganas.

Básicamente, porque indicar películas es una tarea que, la mayor parte de las veces es muy “agridulce” (o incluso bastante “amarga”, por así decirlo). Me tomó un poco de tiempo entender que intentar “filtrar” la mente de las personas respecto a esto, es una gran pérdida de tiempo, porque en cada cabeza, funciona un mundo casi totalmente diferente al mío; una vez que entendí esto, todo cambió. Como consecuencia de ello, ya hace bastante tiempo que evito indicar películas.

Al menos recomendaciones en el mundo real (cara a cara), porque en el ámbito digital, todo resulta más fácil. Por otro lado, no deja de ser una tarea que también es agridulce o amarga por la falta de presencia física, porque las quejas por una interpretación diferente de los hechos también pueden afectar directamente cualquier recomendación que se dé, al fin y al cabo los puntos de vista naturalmente son diferentes. En ambos lados, el problema es cómo las personas se refieren a todo esto.

Ciertamente, durante algún tiempo, terminé “absorbiendo” las críticas de estas por una frustración que era de ellas (y no mía). Eso hizo que comenzara a “girar” una llave mental que me fue alejando de este “oficio”. No tardé en entender que el problema eran los demás, y decidí que continuar haciendo esto sería una “misión restrictiva”. Cualquier tipo de arte es subjetivo, y con el cine no sería diferente... Por lo tanto, recomendar películas se convierte en un trabajo bastante minucioso.

De manera “simple y directa”, llegué a la conclusión de que ya no me gusta hacer esto como antes porque muchas personas simplemente descargaban sus frustraciones cinematográficas precisamente sobre quien se las indicó (y en este caso, soy yo). En especial, cuando gastaban dinero viendo una película indicada por mí, y que consideraban una “pérdida de tiempo” porque no entendieron la propuesta de la película (o incluso la película en sí). Un escenario “predecible”.

Sin embargo, no siempre conseguía prever este escenario, porque lo que realmente priorizaba era la calidad de lo que veía sin tener en cuenta (al menos no directamente) las elecciones personales de quien me estaba pidiendo las recomendaciones. Es interesante percibir cómo vamos cambiando de opinión sobre algunas acciones según cómo nos comportamos en relación con las demandas “impuestas” por otras personas. En fin... Este fue solo otro “devaneo”.


A amarga “missão” de indicar filmes.

Eu adoro cinema, e assistir filmes é uma das coisas que eu - naturalmente - mais gosto de fazer. Acompanhar as notícias sobre essa indústria é outra coisa que eu também gosto muito de fazer, assim como escrever minhas próprias histórias (ainda que de maneira esporádica). Logo, aos olhos de algumas pessoas, é esperado que eu possa fazer recomendações sobre esse assunto. Durante algum tempo, eu até gostava de fazê-lo (e fazia com muito prazer), mas eventualmente, fui perdendo à vontade.

Basicamente, porque indicar filmes é uma tarefa que, na maior parte das vezes é muito “agridoce” (ou até mesmo bem “amarga”, por assim dizer). Eu demorei um pouco até entender que tentar “filtrar” a mente das pessoas quanto a isso, é uma grande perda de tempo, porque em cada cabeça, funciona um mundo quase que totalmente diferente do meu; uma vez que eu entendi isso, tudo mudou. Como consequência disso, já faz um bom tempo que eu evito indicar filmes.

Ao menos indicações no mundo real (frente a frente), porque no campo digital, tudo fica mais fácil. Por outro lado, não deixa de ser uma tarefa que também agridoce ou amarga pela falta de presença física, porque as reclamações por uma interpretação diferente dos fatos também podem afetar diretamente qualquer indicação que for dada, afinal os pontos de vistas naturalmente são diferentes. Em ambos os lados, o problema é como as pessoas se reportam sobre tudo isso.

Certamente, durante algum tempo, eu acabei “absorvendo” as críticas dessas por uma frustração que era delas (e não minha). Isso fez com que eu começasse a “girar” uma chave mental que foi me afastando desse “ofício”. Eu não demorei a entender que o problema eram os outros, e decidi que continuar fazendo isso seria uma “missão restritiva”. Qualquer tipo de arte é subjetivo, e com o cinema não seria diferente... Logo, indicar filmes se torna um trabalho bem minucioso.

De maneira “simples e direta”, eu cheguei à conclusão de que não gosto mais de fazer isso como gostava antes porque muitas pessoas apenas descontavam suas frustrações cinematográficas justamente em quem as indicou (e neste caso, sou eu). Em especial, quando elas gastavam dinheiro assistindo a um filme indicado por mim, e que elas acharam uma “perda de tempo” porque não entenderam a proposta do filme (ou até mesmo o filme em si). Um cenário “previsível”.

No entanto, nem sempre eu conseguia prever esse cenário, porque o que eu priorizava mesmo era a qualidade do que eu assistia sem levar em consideração (ao menos não diretamente) as escolhas pessoais de quem estava me pedindo as indicações. É interessante perceber como nós vamos mudando de ideia sobre algumas ações mediante a como nós nos comportamos em relação as demandas “impostas” por outras pessoas. Enfim... Esse foi só um mais um “devaneio”.

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