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“The Odyssey”, flirting with horror.

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wiseagent
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This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

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The Hollywood Reporter

I really wasn't expecting to talk so much about The Odyssey (which is filmmaker Christopher Nolan's latest movie), but considering some more specific points (including spoilers... so, keep that in mind while reading this post), I really needed to go a bit beyond the movie review itself (which I've already published; if you'd like to read it, just click here). I also wrote about a very specific approach to the screenplay (which you can read by clicking here, although the text contains some spoilers). In this piece, I want to talk about how horror is present here.

Up to this point, Nolan still doesn't have a horror project in his filmography. However, after this adapted screenplay he wrote for this epic adventure (which blends Greek mythological fantasy with magical realism through a more mature dramatic approach), I truly believe the time has come for him to consider making a movie within this genre. My reasoning is based on three very specific moments, which are not only embedded in his adapted vision of Homer's masterpiece, but also in its modus operandi.

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Slate

The first moment that makes me consider this possibility is the episodic event in which Odysseus and his warriors encounter the Cyclops (the giant Polyphemus) and become trapped inside a cave. The atmosphere of tension is incredibly palpable, and it's literally as if we were sharing the same fear they feel, inside the very same place. The production design is exceptionally well done, as is the visual aesthetic of the gigantic mythological monster (which, despite being somewhat smaller here, is still an imposing figure within the context it represents when compared to human beings).

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Variety

The second moment (and by far the best of them all) is when Odysseus is "left behind" by his warriors, who end up falling into a trap set by the sorceress Circe. In a highly intriguing scene (featuring outstanding practical effects) that genuinely evokes a mixture of chills and unease, we see the rest of the crew (with the exception of Odysseus himself, who was away from them at that moment) being transformed into pigs. Literally, they are physically "moulded" by Circe in a rather dark and sinister ritual.

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NewsBytes

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SlahFilm

Last, but certainly not least, the third moment comes when Odysseus (once again accompanied by his warriors) must journey to the underworld (literally) to meet the blind seerTirésias, in search of answers that are crucial to the narrative itself. The cinematography is mesmerising, as is the production design. The dark, grimy look of the place, combined with the constant sense of danger, delivers a sequence in which every detail has been carefully crafted to create a feeling of fear and urgency in the face of what's unfolding. Yes, after all of this... Nolan absolutely needs to make a horror movie.


”La Odisea”, coqueteando con el horror.

Realmente no esperaba hablar tanto sobre La Odisea (que es la película más reciente del cineasta Christopher Nolan), pero considerando algunos puntos más específicos (incluyendo spoilers... así que ténganlo en cuenta mientras leen esta publicación), realmente necesité ir un poco más allá de la crítica de la película en sí (que ya publiqué; si quieren leerla, solo tienen que hacer clic aqui) y también escribí sobre un enfoque muy específico del guion (que pueden leer haciendo clic aquí, pero el texto contiene algunos spoilers). En este texto, quiero hablar sobre cómo el horror está presente aquí.

Hasta este momento, Nolan todavía no tiene ningún proyecto de horror en su filmografía. Sin embargo, después de este guion adaptado que escribió para esta aventura épica (que mezcla la fantasía mitológica griega con el realismo fantástico dentro de un enfoque dramático más maduro), realmente creo que ha llegado el momento de que piense en hacer una película dentro de este género cinematográfico. Mi opinión se basa en tres momentos muy específicos, que no solo están insertados dentro de su visión adaptada de la obra maestra de Homero, sino también en su modus operandi.

El primer momento que me hace considerar esta posibilidad es el episodio en el que Odiseo y sus guerreros se encuentran con el Cíclope (el gigante Polifemo) y quedan atrapados en una cueva. La atmósfera de tensión es muy palpable, y es literalmente como si estuviéramos compartiendo el mismo miedo que ellos, incluso dentro del mismo lugar. La escenografía está muy bien lograda, al igual que la estética visual del gigantesco monstruo mitológico (que, aunque aquí es un poco más pequeño, sigue siendo una figura imponente en el contexto que representa cuando se lo compara con los seres humanos).

El segundo momento (y, con diferencia, el mejor de todos) es cuando Odiseo es “dejado de lado” por sus guerreros, quienes terminan cayendo en una trampa de la hechicera Circe. En una escena sumamente intrigante (que además presenta una excelente calidad técnica en sus efectos prácticos) y que realmente provoca una mezcla de escalofríos e inquietud, vemos cómo el resto de la tripulación (con la excepción del propio Odiseo, que estaba lejos de ellos en ese momento) es transformado en cerdos. Literalmente, Circe los “moldea” físicamente mediante una especie de ritual maligno bastante oscuro.

Por último, pero definitivamente no menos importante, el tercer momento es cuando Odiseo (nuevamente junto con sus guerreros) necesita ir al infierno (literalmente) para encontrarse com el vidente ciego Tiresias, en busca de algunas respuestas decisivas para la propia narrativa. La fotografía es hipnotizante, al igual que la escenografía. El tono oscuro y sucio del lugar, combinado con la sensación de peligro, ofrece una escena en la que cada detalle fue muy bien pensado para transmitir una sensación de miedo y urgencia frente a los acontecimientos. Sí, después de todo... Nolan necesita, obligatoriamente, hacer una película de horror.


”A Odisseia”, flertando com o horror.

Eu realmente não estava esperando falar tanto sobre A Odisseia (que é o filme mais recente do cineasta Christopher Nolan), mas considerando alguns pontos mais específicos (incluindo, spoilers... então, estejam cientes disso enquanto estiverem lendo esse post), eu realmente precisei ir um pouco mais além da crítica do filme em si (e que eu já publiquei; caso queira ler, basta clicar aqui) e também escrevi sobre uma abordagem bem específica sobre o roteiro (que você ler clicando aqui, mas o texto contém alguns spoilers). Neste texto, eu quero falar sobre como o horror está presente aqui.

Até este momento, Nolan ainda não tem nenhum projeto de horror na sua filmografia. No entanto, depois desse roteiro adaptado que ele escreveu para essa aventura épica (que mistura a fantasia mitológica grega com o realismo fantástico dentro de uma abordagem dramática mais madura), eu realmente acredito que é chegada a hora dele pensar em fazer um filme dentro desse gênero cinematográfico. O meu pensamento tem como base três momentos muito específicos, que não estão apenas inseridos dentro da visão adaptada dele sobre a obra-prima de Homero, mas no modus operandi.

O primeiro momento que me faz considerar essa possibilidade, é o evento episódico onde Odisseu e os seus guerreiros encontram com o Ciclope (o gigante Polifemo) e ficam presos em uma caverna. A atmosfera de tensão é muito palpável, e é literalmente como se nós estivéssemos compartilhando do mesmo medo que eles, dentro do mesmo local inclusive. A cenografia é muito bem feita, assim como a estética visual do gigantesco monstro mitológico (que apesar de aqui ser um pouco menor, ainda sim é uma figura imponente no contexto que representa quando comparado a seres humanos).

O segundo momento (e de longe, é o melhor de todos) é quando o Odisseu é “deixado de lado” pelos seus guerreiros, que acabam caindo em uma armadilha da feiticeira Circe. Em uma cena altamente intrigante (e que traz uma qualidade técnica de efeitos práticos excelente) e que realmente causa uma mistura de arrepio com inquietação, nós vemos todo restante da tripulação (com exceção do próprio Odisseu, que estava longe deles naquele momento) ser transformada em porcos. Literalmente, eles são fisicamente “modelados” por Circe numa espécie de ritual maligno bastante obscuro.

Por último, mas definitivamente não menos importante, o terceiro momento é quando Odisseu (novamente junto com os seus guerreiros) precisa ir até o inferno (literalmente) para encontrar com vidente cego Tirésias, na busca de algumas respostas de teor decisivo para a narrativa em si. A fotografia é hipnotizante, assim com a cenografia. O tom escuro e sujo do lugar, aliado a sensação de perigo, entrega uma cena onde cada detalha foi muito bem pensado para entregar uma sensação de medo e urgência diante dos fatos. Sim, depois de tudo... Nolan precisa, obrigatoriamente, fazer um filme de horror.

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