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The only way to spend money and, at the same time, become richer is to travel.

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wiseagent
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This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

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The Economic Times

Today, July 22nd, became a special day for me because it's been three years since I fulfilled one of the biggest dreams of my life: backpacking through Europe. A dream that ended up being planned haphazardly, while I was fulfilling another dream: an English exchange program in Ireland. Ironically, it's interesting to see how our dreams intertwine in ways we don't expect, and when we see it, all unfold, we're surprised.

While I was working (at least 40 hours a week) and studying English in a town in rural Ireland, I realized it was possible to save money to backpack through Europe. Until then, I hadn't considered this idea because I thought it would be too expensive to afford with the salary of such a "basic" work: stocking groceries in a supermarket. I couldn't have been more wrong, because traveling around Europe is truly cheap.

By almost completely forgetting my financial mindset as a Brazilian citizen, but at the same time adapting to the Irish reality (in this case, as an immigrant), I managed to save the money I needed to travel without having to do much juggling. In fact, without having to do any, because the cost of living is very affordable for those who leave Brazil, as long as there's a job (even a simple one) with steady hours.

Whenever I converted Euros to Reais, I thought I was spending a lot of money while planning my trip around Europe. But as I chose all the countries I wanted to visit, bought the plane tickets, and booked accommodations, I realized that all the money I was spending would be "converted" into the most diverse and "unusual" types of experiences that really would help me grow as a human being.

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Intendify Your Life

In fact, I can't think of a better lesson than understanding (in a very didactic way) that the true value of money doesn't come from the numbers themselves, but rather from the personal aspects we attribute to this basic necessity "product" (albeit at a minimalist level). The more money I spent (after a lot of planning involved in traveling between countries), the more experiences I was able to accumulate, thus becoming much richer.

The superimposition of personal appreciation over materialistic overvaluation proved very effective for me. I don't consider myself a materialistic person, but I can't deny that money is a "necessary evil." On the other hand, I can no longer see money as a simple currency for obtaining goods or services, or as a source whose reservoir must always be kept at maximum capacity, and traveling was the action that made me realize the true value of currency.

There's no denying the intrinsic connection with money. The act of spending (and watching my bank balance slowly dwindle) brings with it a considerable and tangible sense of "loss," but soon after, whenever a new experience came my way (be it gastronomic, musical, cinematic, theatrical, or historical, for example), there was an automatic conversion of values, reinforcing and solidifying my understanding of what I already knew.

15 countries. €3,000 spent. A package of incredible experiences. This was certainly the greatest adventure of my life so far. I'm planning a second trip, intending to explore the rest of Europe (and perhaps revisit some of my favorite countries). However, living in Brazil makes things a bit more complicated (financially speaking). In any case, the desire is there, and so is the dream. Maybe it's just a matter of time before I get there again.


La única manera de gastar dinero y, al mismo tiempo, enriquecerse es viajando.

Hoy, 22 de julio, fue un día especial para mí porque hace tres años cumplí uno de los mayores sueños de mi vida: viajar de mochilero por Europa. Un sueño que terminó planeándose al azar, mientras cumplía otro: un programa de intercambio de Inglés en Irlanda. Irónicamente, es interesante ver cómo nuestros sueños se entrelazan de maneras inesperadas, y cuando vemos cómo se desarrollan, nos sorprendemos.

Mientras trabajaba (al menos 40 horas a la semana) y estudiaba inglés en un pueblo rural de Irlanda, me di cuenta de que era posible ahorrar dinero para viajar de mochilera por Europa. Hasta entonces, no había considerado esta idea porque pensaba que sería demasiado caro para afrontar el sueldo de un trabajo tan básico: reponer la compra en un supermercado. No podría haber estado más equivocada, porque viajar por Europa es realmente barato.

Al olvidar casi por completo mi mentalidad financiera como ciudadana brasileña, pero al mismo tiempo adaptándome a la realidad irlandesa (en este caso, como inmigrante), logré ahorrar el dinero que necesitaba para viajar sin tener que hacer muchos malabarismos. De hecho, sin tener que hacer ninguno, porque el costo de vida es muy asequible para quienes salen de Brasil, siempre que tengan un trabajo (aunque sea sencillo) con un horario fijo.

Cada vez que convertía Euros a Reales, pensaba que gastaba mucho dinero al planificar mi viaje por Europa. Pero al elegir todos los países que quería visitar, comprar los billetes de avión y reservar el alojamiento, me di cuenta de que todo ese dinero se "convertiría" en experiencias muy diversas e "inusuales" que realmente me ayudarían a crecer como ser humano.

De hecho, no se me ocurre mejor lección que comprender (de forma muy didáctica) que el verdadero valor del dinero no reside en las cifras en sí, sino en los aspectos personales que atribuimos a este producto de primera necesidad (aunque a un nivel minimalista). Cuanto más dinero gastaba (tras mucha planificación al viajar entre países), más experiencias acumulaba, haciéndome así mucho más rico.

La superposición de la apreciación personal sobre la sobrevaloración materialista me resultó muy efectiva. No me considero una persona materialista, pero no puedo negar que el dinero es un mal necesario. Por otro lado, ya no puedo verlo como una simple moneda para obtener bienes o servicios, ni como una fuente cuya reserva debe mantenerse siempre a plena capacidad, y viajar fue la acción que me hizo comprender el verdadero valor del dinero.

Es innegable la conexión intrínseca con el dinero. El acto de gastar (y ver cómo mi saldo bancario se reduce lentamente) conlleva una considerable y tangible sensación de "pérdida", pero poco después, cada vez que se presentaba una nueva experiencia (ya fuera gastronómica, musical, cinematográfica, teatral o histórica, por ejemplo), se producía una conversión automática de valores, reforzando y consolidando mi comprensión de lo que ya sabía.

15 países. €3000 gastados. Un paquete de experiencias increíbles. Sin duda, esta ha sido la mayor aventura de mi vida hasta ahora. Estoy planeando un segundo viaje para explorar el resto de Europa (y quizás volver a visitar algunos de mis países favoritos). Sin embargo, vivir en Brasil complica un poco las cosas (económicamente hablando). En cualquier caso, las ganas están ahí, y también el sueño. Quizás sea solo cuestión de tiempo antes de que vuelva.


A única maneira de gastar dinheiro e, ao mesmo tempo, ficar mais rico, é viajar.

Hoje, dia 22 de julho, se tornou um dia especial para mim, porque faz três anos que eu realizei um dos maiores sonhos da minha vida: fazer um mochilão pela Europa. Um sonho que acabou sendo planejado ao acaso, enquanto eu realizava outro sonho: fazer um intercâmbio de Inglês na Irlanda. Ironicamente, é interessante perceber como nossos sonhos se entrelaçam de uma maneira com a qual nós não esperamos, e quando vemos tudo acontecendo, nos surpreendemos.

Enquanto eu trabalhava (no mínimo 40 horas por semana) e estudava Inglês em uma cidade no interior da Irlanda, eu percebi que era possível juntar dinheiro para fazer um mochilão pela Europa. Até então, eu não havia considerado essa ideia porque eu achava que seria algo muito caro de ser viabilizado pelo salário de um trabalho tão “básico”: repositor de mercadorias num supermercado. Eu não poderia estar mais enganado, porque viajar pela Europa é mesmo barato.

Esquecendo quase que totalmente à minha mentalidade financeira enquanto cidadão brasileiro, mas ao esmo tempo, me adequando à realidade irlandesa (neste caso, como um imigrante), eu consegui juntar o dinheiro que eu precisava para viajar sem precisar fazer muitos malabarismos. Na verdade, sem precisar fazer nenhum, porque o custo de vida é algo muito acessível para quem sai do Brasil, desde que haja o emprego (ainda que simples) com carga de horário fixos.

Sempre que eu fazia uma conversão de Euros para Reais, eu pensava que eu estava gastando muito dinheiro durante o meu planejamento para viajar pela Europa, mas enquanto eu escolhia todos os países que eu queria visitar, comprava as passagens aéreas e fazia as reservas das hospedagens, eu percebi que todo o dinheiro que eu estava gastando seria “convertido” nos mais diferentes e “inusitados” tipos de experiências que iriam me fazer crescer enquanto ser humano.

De fato, eu não consigo pensar em uma lição melhor do que ter entendido (de uma maneira muito didática) que o real valor do dinheiro não vem dos números em si, mas sim, de aspectos pessoais que nós atribuímos a esse “produto” de necessidade básica (ainda que em um nível minimalista). Quanto mais dinheiro eu gastava (depois muito planejamento envolvido nas rotas entre um país e outro), mais experiências eu consegui estocar, me tornando assim bem mais rico.

A sobreposição da valorização pessoal sobre a supervalorização materialista se mostrou muito eficaz para mim. Eu não me considerado um cara materialista, mas não posso negar que o dinheiro é um “mal necessário”. Por outro lado, não consigo mais ver o dinheiro como uma simples moeda de troca para obter bens ou serviços, ou como uma fonte onde é preciso manter o reservatório sempre no nível máximo, e viajar foi a ação que me fez perceber o real valor da moeda.

Não há como negar a intrínseca relação com o dinheiro. O ato de gastar (e ver o saldo bancário diminuindo lentamente) é algo que traz uma considerável e tangível sensação de “perda”, mas que logo em seguida, quando alguma experiência nova acontecia no meu roteiro (seja algo gastronômico, musical, cinemático, teatral ou histórico, por exemplo), havia uma conversão automática de valores, que reforçava e solidificava a minha compreensão sobre aquilo que eu já sabia.

15 países. €3000 gastos. Um pacote de experiências incríveis. Certamente, essa foi a maior aventura da minha vida até então. Eu estou planejando uma segunda rodada, com a intenção de conhecer o restante da Europa (e talvez revisitar alguns países que eu mais gostei). No entanto, morando no Brasil isso fica um pouco mais complicado (financeiramente falando). De qualquer, a vontade existe e o sonho também. Talvez seja uma questão de tempo até eu chegar lá de novo.

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