This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

Cinema is a very complex art form, and although it is divided into different genres, there is no way to diminish the power of what can be achieved through its expression (whether it is verbal storytelling or not). However, I think that movie genres such as horror have greater freedom to at least try to do that within a broader context. It's no coincidence that this is one of my favorite movie genres... And this year has been phenomenal.
For decades, horror cinema has been marginalized, and yet it has bravely withstood the test of time. There is no greater proof of this genre's importance in the history that shaped the development of world cinema (not only as an industry, but also as a means of presenting concepts, ideas, and thoughts that tend to be "cataloged" outside a conventional bubble), and it is certainly helping to write the future of the Seventh Art through what makes us uncomfortable.
This year, in particular, has been unusual (and that's a good sign). Horror cinema has been receiving more attention, more appreciation, and greater recognition. It seems to me that the movies meant to frighten people (in different ways) are actually bringing them back to this genre. The niche still exists, but the way new horror movies are being made (especially within the independent scene) is reaching an entirely new level.

Not only the horror popularly known as an “excuse” to showcase sadism through physical or psychological violence, but above all the horror that deals with the countless socio-political-cultural threats of the real world. The narrative aspects have become more immersive, embracing increasingly “controversial” themes to be properly explored. The scope of horror movies is now much broader and more powerful, operating within a democratized context.
There is still much to be done for horror cinema to receive the recognition it deserves, but the path it is following has incredible potential to become something even greater and more relevant. New names are emerging. New voices are being heard. Although money still speaks the loudest for the studios, those creating this kind of material are being given more creative freedom to define new narrative approaches (and that is the right path).
Out there, there is still an abundance of hidden talent. Whether directors, screenwriters, actors, actresses, or technical crews (cinematography alongside lighting and special effects, for example)... Very often, these talented people are simply waiting anxiously for a single opportunity to show what they can do, and in that singular moment, a movie genre can create new trends that endure forever. I hope horror cinema continues to grow... And to forge new paths.
El ascenso de las películas de terror.
El cine es un arte muy complejo, y aunque se divide en diferentes géneros, no hay forma de diluir el poder de lo que puede lograrse a través de su expresión (ya sea mediante una narrativa verbal o no). Sin embargo, pienso que géneros cinematográficos como el terror tienen una mayor libertad para, al menos, intentar hacerlo dentro de un contexto más amplio. No es casualidad que este sea uno de mis géneros cinematográficos favoritos... Y este año ha sido sensacional.
Desde hace décadas, el cine de terror ha sido marginado y, aun así, sobrevive valientemente al paso del tiempo. No hay mayor prueba de la importancia de este género dentro de la historia que moldeó la construcción del cine mundial (no solo como una industria, sino como una herramienta para exponer conceptos, ideas y pensamientos que tienden a ser “catalogados” fuera de una burbuja trivial), y que sin duda está ayudando a escribir el futuro del Séptimo Arte a través de aquello que incomoda.
En especial, este año está siendo atípico (y eso es una buena señal). El cine de terror está siendo visto con más atención, con más aprecio y con mayor reconocimiento. Me parece que las películas que deberían asustar (en diferentes sentidos) a las personas, en realidad las están trayendo de vuelta a este segmento. El nicho sigue existiendo, pero la forma en que se están haciendo las nuevas películas de terror (principalmente en el ámbito independiente) está alcanzando un nivel completamente nuevo.
No solo el horror conocido popularmente como una “excusa” para mostrar el sadismo mediante la violencia física o psicológica, sino principalmente el horror que aborda las innumerables amenazas sociopolítico-culturales del mundo real. Los aspectos narrativos son más inmersivos y apuestan por temas cada vez más “controvertidos” para que sean debidamente vistos. El alcance de las películas de terror es ahora mucho mayor y más sólido, actuando dentro de un contexto democratizado.
Todavía queda mucho por hacer para que el cine de terror sea reconocido como merece, pero el camino que se está recorriendo tiene un potencial increíble para convertirse en algo cada vez más grande y más relevante. Están surgiendo nuevos nombres. Se están escuchando nuevas voces. Aunque el dinero siga hablando más fuerte para los estudios, quienes están creando este tipo de material están teniendo más libertad creativa para definir nuevos enfoques narrativos (y ese es el camino).
Por ahí todavía existe mucho talento oculto. Ya sean directores, guionistas, actores, actrices y equipos técnicos (fotografía junto con iluminación y efectos especiales, por ejemplo)... Muchas veces, estos talentos solo esperan con ansiedad una única oportunidad para demostrar de lo que son capaces, y en ese momento único, un género cinematográfico puede crear nuevas tendencias para siempre. Espero que el cine de terror siga creciendo... Y abriendo nuevos caminos.
A ascensão dos filmes de horror.
O cinema é uma arte muito complexa, e ainda que seja dividido em diferentes gêneros, não há como diluir o poder do que pode ser alcançado através da sua expressão (seja ela é narrativa verbal ou não). No entanto, eu penso que gêneros cinematográficos como o horror tem uma liberdade maior para ao menos tentar fazer isso dentro de um contexto mais amplificado. Não por acaso, esse é um dos meus gêneros cinematográficos favoritos... E este ano, tem sido sensacional.
Há décadas o cinema de horror vem sendo marginalizado, e ainda sim, sobrevive bravamente ao tempo. Não há prova maior da importância desse gênero dentro da história que moldou a construção do cinema mundial (não apenas como uma indústria, mas como ferramenta de exposição de conceitos, ideias e pensamentos que tendem a ser “catalogados” fora de uma bolha trivial), e que certamente está ajudando a escrever o futuro da Sétima Arte através do que incomoda.
Em especial, este ano está sendo atípico (e isso é um bom sinal). O cinema de horror tem sido visto com mais atenção, com mais apreço e com mais reconhecimento. Me parece que os filmes que deveriam assustar (em diferentes sentidos) as pessoas, estão na verdade trazendo-as de volta para esse segmento. O nicho ainda existe, mas a forma como novos filmes de horror vem sendo feitos (principalmente no cenário independente) está atingindo um nível totalmente novo.
Não apenas o horror popularmente conhecido como uma “desculpa” para mostrar o sadismo à base violência física ou psicológica, mas principalmente o horror que lida com as inúmeras ameaças sócio-político-culturais do mundo real. Os aspectos narrativos estão mais imersivos, apostando em temas cada vez mais “controversos” para serem devidamente vistos. O escopo dos filmes de horror é muito maior e mais forte agora, atuando dentro de um contexto democratizado.
Ainda há muito a ser feito para que o cinema de horror seja reconhecido como deve ser, mas o caminho que está sendo trilhado tem um potencial incrível de se tornar algo cada vez maior, e mais relevante. Novos nomes estão surgindo. As novas vozes estão sendo ouvidas. Embora o dinheiro continue falando mais alto para os estúdios, quem está provendo esse tipo de material está tendo mais liberdade criativa para definir novas abordagens narrativas (e esse é o caminho).
Por aí, ainda existe muito talento escondido. Sejam diretores, roteiristas, atores, atrizes e equipe técnica (fotografia ao lado de iluminação e efeitos especiais, por exemplo)... Muitas vezes, esses talentos só esperam ansiosamente por uma única chance de mostrar o que eles conseguem fazer, e nesse momento único, um gênero cinematográfico pode criar nova tendências para todo o sempre. Espero que o cinema de horror siga crescendo... E desbravando novos caminhos.
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